Por Carol e Babinho

Como é ficar em um hotel de selva na Amazônia?

Como é ficar em um hotel de selva na Amazônia?

Como é ficar em um hotel de selva na Amazônia? É bem diferente do que a gente imaginava, é apaixonante, é silencioso, é ousado, é a cara do Brasil, é pura cultura e imersão. Aposto com você que esse artigo vai mudar a concepção que você tinha de um hotel de selva na Amazônia e que você vai chegar ao final dele já querendo marcar sua viagem pra floresta!

Ficar imerso no coração da Floresta Amazônica é sonho de muita gente mundo afora. É um turismo que sempre foi dominado pelos gringos, mas que tem atraído cada vez mais brasileiros, especialmente depois da pandemia.

Hotel de selva na Amazônia

Existem muitos tipos de hotel de selva na Amazônia, para todos os gostos, estilos e bolsos. Clique aqui para ter acesso ao nosso artigo que explica em detalhes tudo que você precisa saber para escolher um hotel de selva na Amazônia que seja a sua cara. Nele, você vai encontrar informações sobre:

como funcionam os hotéis de selva;

quais passeios normalmente estão incluídos;

as diferenças entre os hotéis que estão à margem do Rio Negro ou do Rio Solimões e seus afluentes;

qual a melhor época para ir à Amazônia e como isso influencia bastante na sua viagem;

mitos em relação a uma viagem pra Amazônia – como, por exemplo, o de você encontrará muitos mosquitos ou verá muitos bichos lá…

Hotel de selva na Amazônia

Se você ainda não leu este artigo acima, recomendamos que o faça antes de ler esse artigo aqui, em que contaremos o nosso relato em um hotel de selva na Amazônia. Ficamos hospedados no Amazon Tupana Logde e, claro, todas as informações abaixo estão baseadas na nossa experiência pessoal. Vem com a gente que este artigo está muito divertido!

POR QUE ESCOLHEMOS O AMAZON TUPANA LOGDE?

Com tantas opções de hotéis de selva na Amazônia, por que escolhemos o Amazon Tupana Logde? O primeiro motivo é que o Rio Tupana é, como dizem os nativos, “rio de água preta”, afluente do Rio Negro.

Como explicamos aqui, o Rio Negro e seus afluentes são rios de águas muito ácidas, que dificultam bastante a proliferação de mosquitos. Por isso, quase não encontramos mosquitos por lá e o repelente voltou bastante cheio.

Além disso, a temperatura média do Rio Negro é 28° Celsius. E fazíamos questão de ter uma imersão na selva à beira de um rio de águas pretas e quentes, com aquele espelho d’agua maravilhoso, a cara da Amazônia.

Hotel de selva na Amazônia
Espelhos d’água sensacionais na época da cheia

Outro ponto que valorizamos muito é a sustentabilidade do hotel, o fato de estar imerso na natureza e integrado à comunidade da melhor maneira possível. O hotel é local e usa ao máximo a participação dos ribeirinhos, tanto na mão de obra como nos produtos e plantações locais.

O segundo motivo é que gostaríamos de ficar em um autêntico hotel de selva na Amazônia, que nos oferecesse conforto, mas em que o luxo fosse a própria floresta. Não queríamos um hotel com ares de cidade grande no meio da selva…

O terceiro motivo é que, como explicamos neste artigo, os hotéis de selva costumam oferecer passeios muito parecidos entre si. A maioria deles oferece um pacote de acordo com a quantidade de dias em que você vai ficar hospedado lá. Normalmente, está incluído: caminhada na selva, pesca de piranhas, focagem noturna de jacarés, nascer e pôr do sol, observação de botos, passeios de canoa, visita à casa de um ribeirinho, etc…

Hotel de selva na Amazônia
Esse é o Pluto, cachorro liiiindo e companheiro do Amazon Tupana

Todos os hotéis que pesquisamos ofereciam estes passeios aos hóspedes. O Amazon Tupana oferece, além destes, um passeio que chamou nossa atenção: um pernoite na selva. Afinal, se você já acompanha a gente aqui há algum tempo no blog, sabe que nós adoramos uma experiência única, né? Kkkk

O pernoite na selva é feito junto com o guia, que ensina técnicas de sobrevivência. Dormimos em redes com mosqueteiros, fizemos nosso próprio jantar na fogueira, ouvimos o som da floresta aumentar exponencialmente com o cair do dia e vimos incontáveis vagalumes. Dormir uma noite na selva é daquelas experiências que a gente não esquece mais!

Outro fator que chamou muita a nossa atenção no Amazon Tupana foi a presença da Shitara e da Sofia, uma gata maracajá e uma anta, que vivem na floresta e de vez em quando vêm fazer uma visitinha aos hóspedes. Demais, né?

Hotel de selva na Amazônia
Shitara, a gata maracajá que vive rondando o hotel…

É claro que, por se tratar de animais selvagens que vivem soltos na mata, nada garante que você os verá nos dias em que estiver lá, mas eles aparecem com frequência. A Shitara é um espetáculo à parte. Chegou ao hotel pouco antes da pandemia. Provavelmente se perdeu da mãe na floresta ou ficou órfã.

Com a pandemia, o hotel ficou fechado, sem hóspedes e com pouquíssima movimentação. Ela foi, então, se aproximando e ficando. No início, o pessoal do hotel acreditava que ela era uma jaguatirica. Com o tempo, descobriram que, na verdade, se tratava de um gato maracajá.

Assim que chegamos ao hotel, a vimos rapidamente. Depois disso, ela sumiu e passou mais de dois dias sem aparecer. De repente, no nosso terceiro dia no hotel, Babinho saiu do banho e foi colocar a sunga molhada lá fora. Quando abriu a porta, a Shitara estava perto do nosso bangalô. Eu estava no banho e o ouvi gritar: “amooor, a Shitara tá aqui”.

Hotel de selva na Amazônia
Shitara na entrada do nosso bangalô

Na mesa hora, desliguei o chuveiro e me enrolei na toalha. Abri a porta do bangalô discretamente e, ao ver a porta se abrir, ela veio logo entrando. Ficamos surpresos e muito empolgados. Nesse link, você acessa um vídeo do nosso instagram que mostra

Ela entrou discreta, mas já foi logo dominando o ambiente. Subiu na nossa cama, acredita? Babinho sentou ao lado e ficou esperando-a se achegar. Em poucos segundos, já estava no colo dele, mamando na própria patinha (esta é uma das razões pelas quais acreditamos que ela tenha se perdido da mãe, porque parece ter sido desmamada cedo).

Falando assim, parece que foi um momento bem fofinho, mas ela fazia um barulho assustador, como se fosse um grunhido bem forte. Eu, Carol, fiquei com medo e bem receosa de ficar ao lado dela. Depois, o pessoal do hotel nos contou que, quando há mudança da lua, ela também muda de humor… melhor não arriscar mesmo, rs.

Hotel de selva na Amazônia
Shitara no último dia, em que tava bem calminha no lobby do hotel…

No nosso último e quarto dia, a Shitara ficou bastante tempo no lobby do hotel, especialmente quando estávamos indo embora. Conseguimos tirar umas fotos e, como ela estava bem menos arisca, consegui fazer carinho e colocá-la um pouquinho no colo.

Ficamos completamente apaixonados pela Shitara! Nas nossas redes sociais, ela fez um sucesso absurdo, rs! E, se você também estiver considerando ficar hospedado no Amazon Tupana para ter esse encontro mágico com a Shitara, lembre-se que ela vive solta na floresta e, por isso, não é garantia que você irá encontrá-la.

A Sofia, por sua vez, é uma anta super fofa, que aparece mais perto do horário do café da manhã. Ela é super dócil, adora comer uma mandioca e tem um filhotinho que não gosta de se aproximar do hotel.

Hotel de selva na Amazônia
Sofia, a anta que vive ao redor do hotel 🙂

Quando ela se aproxima, o filhotinho fica escondido dentro da mata, esperando-a voltar. E o legal é que todo mundo do hotel respeita e ninguém vai incomodá-lo. Quem sabe um dia, quando estiver adulto, se sinta à vontade para chegar perto do hotel também, como sua mãe?

Pois bem, essas foram as razões pelas quais escolhemos o Amazon Tupana para viver nossa experiência na selva. Nos parágrafos abaixo, vamos contar o nosso dia-a-dia no hotel, falando sobre alimentação, passeios e hospedagem.

(Neste link no nosso instagram, você tem acesso a um vídeo muito divertido, que compara o rio amazônico com um rio totalmente diferente, de águas cristalinas, mas que também está localizado na Região Norte. Duvido você assistir a esse vídeo e não ficar morrendo de vontade de dar pulo nessas águas escuras! 😍)

Hotel de selva na Amazônia
Comendo açaí fresco durante o passeio

COMO É A HOSPEDAGEM NO HOTEL DE SELVA

Nós ficamos hospedados em um dos bangalôs que o Amazon Tupana oferece, lindo por dentro e por fora. Nosso quarto tinha uma cama de casal, um beliche e uma cama de solteiro e dois ventiladores – mas nem todos os bangalôs são grandes desse jeito! Fomos recebidos assim:

Hotel de selva na Amazônia
Fomos recebidos assim no bangalô 🙂

O hotel dispõe de energia elétrica por meio de um gerador, que fica ligado nos seguintes horários: de 18:30hs às 08:30hs e de 11:30hs às 15hs. Não se preocupe com isso, porque o gerador só fica desligado enquanto os hóspedes estão fazendo os passeios da manhã ou da tarde.

A Amazônia é muito quente e você provavelmente precisará do ventilador em todo o tempo em que estiver no quarto. No nosso caso, como nosso quarto tinha dois ventiladores, cada um tinha um ventilador pra chamar de seu 😅

Se, quando você estiver lá, estiver muito quente e houver algum bangalô ou quarto sem hóspede, eu pediria para usar algum ventilador do hotel que não esteja sendo utilizado. Eles são sempre muito gentis e tenho certeza que poderão emprestar um, se não for incômodo.

Hotel de selva na Amazônia

Tanto a água do chuveiro quanto da pia vem do rio Tupana e recebe uma espécie de tratamento químico.  A água do chuveiro não é aquecida, mas faz tanto calor na Amazônia, que, para nós, não foi incômodo algum – pelo contrário! Talvez o banho à noite fique um pouquinho frio, mas é bem tranquilo mesmo.

Como explicamos nesse artigo anterior, tanto as refeições quanto os passeios estão incluídos no valor da diária. São 3 refeições incluídas: café da manhã, servido às 07:30hs, almoço servido às 12hs e o jantar, servido às 19:30hs.

Amamos a comida do hotel, de verdade! Além de a comida ser muito saborosa, tinha muitas opções locais e amazônicas. O abacaxi mais doce que já comemos, por exemplo, vem da plantação do Seu Pará, ribeirinho vizinho ao hotel.

Hotel de selva na Amazônia
Comida regional deliciosa no hotel!

Como regra, sempre tinha arroz, feijão, macarrão, duas opções de proteína, salada verde, um prato principal vegetariano e muitos acompanhamentos. Como exemplo de pratos vegetarianos, comemos soja, panqueca de legumes, tortinha de forno de vegetais e etc.

De proteína, comemos piranhas (que nós mesmos pescamos – mais abaixo falamos sobre isso), tambaqui, pirarucu, frango e carne vermelha. E, de acompanhamento, teve mandioca frita, chips de batata doce, bolinho de cenoura e por aí vai.

No café da manhã, teve bolinho de chuva e muitas comidas regionais, como chips de banana pacovã (uma espécie de banana-da-terra que tem na região) e tapioca x-caboquinho (recheada com queijo coalho e tucumã, uma palmeira amazônica), que é simplesmente deliciosa!

Hotel de selva na Amazônia
Chips de banana pacovã e x-caboquinho no café da manhã

COMO SÃO OS PASSEIOS NO HOTEL DE SELVA NA AMAZÔNIA

Nos parágrafos abaixo, vamos explicar detalhadamente como foram todos os passeios que fizemos no Amazon Tupana Lodge. Fizemos o pacote de 3 dias e 4 noites (lembre-se que os passeios dependem de quantos dias você vai ficar hospedado no seu hotel de selva na Amazônia).

PESCA DE PIRANHAS

Este passeio é clássico nos hotéis de selva. Ele acontece o ano inteiro, mas a sua maior chance de pescar piranhas ocorre no período da seca, porque os peixes ficam concentrados em um espaço menor do curso do rio.

Hotel de selva na Amazônia
Pesca de piranhas no Rio Tupana

Nós fomos no período da cheia, como explicamos neste artigo, e nosso barco conseguiu pescar 4 ou 5 piranhas. Deu pra se divertir bastante! Havia um segundo barco do hotel com outros hóspedes que pescou umas 9 piranhas.

Basicamente, o guia leva todo o material para a pesca, alguns pedaços de carne de frango crua ou outra isca. Aí, então, paramos no meio dos igapós para pescar as piranhas. Cá entre nós, o melhor não é a pesca da piranha em si, mas a diversão do grupo.

Eu, Carol, consegui pescar uma piranha (não usei nenhuma técnica especial, só coloquei o anzol na água e dei sorte, rs). Na hora de puxar a vara, a piranha – não sei como! –  saiu do anzol e foi para o chão do barco, bem ao lado do meu pé – que era exatamente o que eu mais temia que acontecesse! Kkkk

Hotel de selva na Amazônia

Saí correndo para o outro lado do barco, morrendo de medo de aqueles dentes enormes morderem meu pé kkkk. O guia veio logo ajudar, colocou a piranha em um cantinho e tudo voltou ao normal, rs.

Fomos em uns 3 ou 4 locais durante a pescaria. Quando achávamos que um lugar não tinha mais peixes, mudávamos para outro. Levamos as piranhas que pescamos e comemos fritas no jantar. Os nativos gostam muito de comer sopa de piranhas.

Hotel de selva na Amazônia
As piranhas que pescamos servidas no jantar

FOCAGEM NOTURNA DE JACARÉS

Pelo mesmo motivo que explicamos acima, a melhor época para focar jacarés à noite é no período de seca. Apesar disso, nós escolhemos conhecer a Amazônia no período de cheia e explicamos todos os motivos neste artigo aqui.

Vimos uns 3 ou 4 jacarés grandes e um bem pequenininho ao lado do hotel. Na realidade, você avista aqueles olhos bem vibrantes à noite e, conforme vai se aproximando bem devagarinho com o motor da canoa desligado, eles percebem e vão se afastando. A focagem noturna de jacarés é realizada por volta das 20hs, logo após o jantar.

Hotel de selva na Amazônia
Caminhada na selva

CAMINHADA NA SELVA

Com certeza, a caminhada na selva foi um dos passeios de que mais gostamos! Apesar de durar a manhã inteira, é uma caminhada em ritmo bem tranquilo na selva, em que você aprende e se surpreende muito com a cultura local. Dica: só é permitido entrar na selva de tênis e de calça comprida.

Basicamente, você vai andando e o guia vai explicando sobre a floresta amazônica, falando sobre plantas e árvores medicinais, como os nativos as utilizam e etc. Vamos dar destaque aqui a algumas vivências que adquirimos, que chamaram bastante nossa atenção e que vão deixar você com uma boa expectativa para esse passeio.

Uma das mais intrigantes é o repelente de formiga tapiba. Hãaa, repelente de formiga? Isso mesmo que você leu! A formiga tapiba possui um cheiro muito forte e é usada pelos índios para repelir outros insetos na selva (alguns acreditam que pode até afastar onças!). No vídeo abaixo, em que Babinho colocou a mão sobre o ninho delas, mostramos como esse procedimento é feito:

 

Outra árvore interessantíssima, que faz parte da “farmácia da selva”, é a sova, que possui um leite que cura feridas de outros insetos. Eu dei azar e fui picada por 5 vespas na mão, de uma só vez. Um colega do nosso grupo esbarrou no ninho delas e, imediatamente, elas vieram sobre mim e começaram a me picar.

Na mesma hora, o nosso guia Deu – que, aliás, é super gente boa! -, mudou o roteiro da caminhada e falou: “nossa próxima parada será na farmácia”. Chegamos à sova, tiramos um pouco da seiva gosmenta dela com a pontinha da faca e passamos abundantemente sobre as feridas.

Dá pra acreditar que as minhas 5 picadas curaram completamente, não ficaram vermelhas e não fiquei nem com aquela marquinha de picada? A natureza realmente é divina, obra do Criador!

Hotel de selva na Amazônia
“Farmácia da selva”

A sororoca também é uma planta amazônica super bacana. Bem lisinha, se parece com uma folha de bananeira. É bem versátil: muito usada nos restaurantes para assar ou servir peixes, por exemplo, tem muitas utilidades na mata. Como é lisa e não possui pelos – que podem irritar a pele – pode até ser usada de papel higiênico numa emergência, rsrs.

Além de aprender como se extrai a borracha da seringueira, nós vimos frutos e árvores muito interessantes, como o cravo (esse mesmo, que a gente come no beijinho de coco) e o breu branco, um óleo essencial muito cheiroso, conhecido pelas suas propriedades analgésicas e anti-inflamatórias. A resina do breu é um excelente combustível para as tochas de iluminação ou para fazer fogueira na selva.

Hotel de selva na Amazônia
Breu branco

E, pra fechar, vamos te mostrar o arabá, também conhecida como o “Whatsapp da selva” 😅. Era assim que os nativos faziam comunicação com outras pessoas:

 

Com certeza, a caminhada na selva foi um dos nossos passeios preferidos, que uniu muito conhecimento e cultura com o contato com a natureza! Em relação aos bichos maiores, fique tranquilo, não há perigo. Na verdade, nosso cheiro e barulho afastam os animais.

PERNOITE NA SELVA

Com certeza, o passeio mais temido de todos! Imagine dormir uma noite no meio da floresta amazônica? É exatamente este o objetivo desse passeio. Saímos de dia, por volta das 15hs, para montar o acampamento e aprender algumas técnicas de sobrevivência. Andamos por volta de 20 minutos até chegar ao local.

Cortamos as lenhas para fazer a fogueira, aprendemos sobre como fazer fogo (usando o breu branco), fizemos espetos de galhos e arrumamos nossas redes antes de anoitecer. Dormimos em redes com mosqueteiros, sob uma proteção de palha.

Hotel de selva na Amazônia
Banquinhos com folhas de sororoca, onde jantamos e esperamos a hora de dormir

Os guias levaram do hotel dois frangos, que nós assamos na fogueira, e alguns acompanhamentos simples, como arroz e farofa, já prontos. Quando a noite cai, o barulho na floresta aumenta exponencialmente.

Ficamos ao redor da fogueira, sentados em folhas de sororoca sobre pedaços de tronco, conversando sobre a vida e esperando o nosso frango assar. Que, aliás, ficou uma delícia, com gostinho de defumado!

Vimos muitos vagalumes dançando ao nosso redor e ficamos ali até por volta das 22hs, admirando o céu e as estrelas, antes de deitarmos nas nossas redes. Na hora de dormir, todo mundo se ajeitou na sua própria rede com mosqueteiro e, sob a sinfonia alta e vibrante da selva, adormeceu.

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Babinho e o guia Deu assando o nosso frango para jantar

Confessamos que não achamos fácil dormir em rede. Quando fizemos a travessia dos lençóis maranhenses, dormimos, pela primeira vez, em redes nos oásis. Eu, Carol, tive muita dificuldade pra dormir na primeira noite.

Dessa vez, na selva amazônica, já estávamos mais acostumados e foi bem tranquilo. Como tudo na vida, é questão de costume. Ao amanhecer, por voltas das 06hs, desmontamos acampamento e fizemos a caminhada de volta ao hotel, onde um café da manhã maravilhoso nos esperava.

Foi uma experiência muito divertida e única. É claro que sempre dá aquele medinho de dormir na selva, especialmente em relação aos animais. Mas, como falamos acima, o nosso cheiro repele os bichos. Para se ter uma ideia, há nativos que moram na floresta há 20, 30 anos e nunca viram onça nem uma única vez na vida.

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Redes com mosqueteiros onde passamos a noite!

VISITA À CASA DE NATIVOS

De canoa, fomos fazer uma visita à casa de nativos, para aprender um pouco mais da cultura local. No nosso caso, fomos à casa do Seu Pará, que produz os abacaxis doces e deliciosos que comemos na Amazon Tupana.

Lá, tentamos praticar um pouco de arco e flecha e vemos os maquinários com que eles fazem a farinha, a partir da mandioca. Fomos à plantação de abacaxi (nunca havíamos visto uma, é muito interessante) e escolhemos os mais maduros para adoçar a nossa tarde!

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Plantação de abacaxis

PASSEIOS DE CANOA MOTORIZADA E CANOA A REMO

Na realidade, a maior parte dos passeios na selva é feita de canoa, especialmente na época da cheia, em que fomos. O primeiro passeio, assim que você chega ao hotel, é um passeio de canoa, com reconhecimento da região.

O guia explica sobre a floresta, sobre os igapós, mostra o curso dos rios, explica sobre a fauna e a flora local e etc. Além disso, normalmente depois dos passeios da tarde paramos sobre o rio para assistir ao pôr do sol, que é realmente inesquecível.

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Passeio de canoa pelo rio

Ouvimos que o nascer do sol é também maravilhoso, mas não demos sorte. Quando fomos, o clima estava meio chuvoso e acabamos não vendo nada. Faz parte, rs. E outro passeio bem bacana que fizemos na manhã do último dia foi passear de canoa a remo pelos igapós. Apesar de cansativo, é bem divertido e gostoso andar pelos igapós naquele silêncio, só com o barulho do remo batendo na água…

Durante todos estes passeios de canoa, a gente tenta avistar os botos cor-de-rosa e os tucuxis (que são os botos amazônicos cinza). Vimos vários deles, em diferentes momentos, mas não conseguimos tirar nenhuma foto, acredita? Na frente do nosso hotel, enquanto fazíamos as refeições, também vimos vários deles!

Bom, este foi um resumo dos passeios que fizemos na selva. Gostamos muito de todos eles, mas, se tivéssemos que eleger dois preferidos, seriam a caminhada e o pernoite na selva. Além, claro, dos encontros com os botos – sou completamente apaixonada por eles!

Hotel de selva na Amazônia

COMO CHEGAR AO AMAZON TUPANA LODGE?

São mais ou menos 3,5 horas de deslocamento para chegar ao Amazon Tupana Logde, saindo de Manaus:

– eles te buscam no seu hotel em Manaus e te levam ao Porto da Ceasa, de onde saem os barcos;

– são 20 minutos de voadeira, mas há uma parada no famoso encontro das águas do Rio Negro com o Rio Solimões;

– 180 km de van na rodovia transamazônica (BR 319);

– por fim, 15 minutos de voadeira que te deixam exatamente na frente do logde.

Este deslocamento faz parte do pacote do hotel e está incluído nas diárias, independentemente de quantos dias você vai ficar hospedado lá. Dá uma olhada no foto abaixo, do Google Earth, em como o hotel fica bem no coração da floresta:

Hotel de selva na Amazônia
Localização do Amazon Tupana no Google Earth

NOSSAS MÉTRICAS

Adoramos escrever sobre as nossas métricas para cada destino. Nível de dificuldade é 1 de 5, porque o hotel de selva na Amazônia é um passeio democrático. Os translados costumam estar incluídos no pacote e te deixam no hotel. Os passeios são tranquilos, normalmente feitos nas canoas e exigem fisicamente pouco dos hóspedes.

Nível de aventura: 3 de 5, porque ficar no coração da Floresta Amazônica é uma aventura e tanto, né? Tomar banho nos rios de água preta, caminhar na mata e aprender sobre a cultura local, pescar piranhas e pernoitar na selva são vivências únicas.

DICAS FINAIS

No Amazon Tupana, a conexão é exclusivamente com a natureza. Não pega sinal telefônico e não tem Wi-Fi. E, como você deve ter percebido do nosso relato, ficar em um hotel de selva na Amazônia é uma viagem bem tranquila, com muito descanso e contemplação. Conseguíamos tirar uma sonequinha todos os dias depois do almoço, por exemplo, rs.

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Nosso bangalô

O que levar na mala em uma viagem para Amazônia? Repelente, roupas leves (faz muiiito calor!), capa de chuva, tênis e calça comprida para caminhada na selva, roupa de banho, boné e protetor solar (muitos passeios de canoa), e um casaquinho leve para o pernoite na selva, se for o caso.

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Hotel de selva na Amazônia
Entrada do redário e do salão de jogos do Amazon Tupana

Caso o seu voo para essa ou qualquer outra viagem tenha sido alterado ou dado overbooking, sugerimos uma leitura no nosso artigo que explica como ganhamos mais de R$ 14.000,00 em indenizações de companhias aéreas, sem entrar na justiça, apenas por procedimentos administrativos. Mas, se você preferir ajuda para requerer seus direitos, indicamos a Voe Tranquilo, que cuida de tudo pra você e só cobra pelo serviço se você receber o valor a que tem direito.

Se você já ficou em algum hotel de selva na Amazônia, escreve pra gente aqui ou no instagram, que vamos adorar saber da sua experiência. Se você adora explorar esse nosso Brasil com passeios imersivos, sugerimos dar uma lida no nosso artigo sobre a travessia dos lençóis maranhenses a pé.

Hotel de selva na Amazônia

E, se você gosta de tomar banho em rios, dá uma lida no nosso artigo sobre Aurora do Tocantins, com rios de água cristalina e visibilidade impressionante.

Por fim, queremos agradecer ao Amazon Tupana Lodge pela parceria, pelo profissionalismo, pelo carisma dos funcionários e pelos dias maravilhosos que passamos aí com vocês. Foi inesquecível!

Até a próxima aventura,

Carol e Babinho.

NOTA: Nossa viagem para o hotel de selva na Amazônia ocorreu por meio de uma parceria com o Amazon Tupana Lodge. Entretanto, este post foi escrito com base nas nossas opiniões e experiências e não sofreu qualquer tipo de interferência.

 

 

 

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