O QUE FAZER EM ZERMATT NO INVERNO – GUIA COMPLETO PARA QUEM ESQUIA E PARA QUEM NÃO ESQUIA

Se você está procurando o que fazer em Zermatt no inverno, eu vou lançar um desafio: é impossível ler este artigo até o final e não ficar completamente convencido de que Zermatt precisa entrar no seu roteiro pelos Alpes.
Imagine só: uma vila mega charmosa, em que não entram carros, com vista de uma das montanhas mais icônicas do mundo (a montanha do Toblerone), a possibilidade de cruzar dois países esquiando, uma das rotas de trem mais famosas do mundo e muitas opções super divertidas, mesmo pra quem não esquia. Parece um sonho, né? Mas Zermatt é assim.
Neste artigo, você vai encontrar um guia completo do que fazer em Zermatt com a nossa assinatura: dicas práticas e completas de quem pesquisou exaustivamente antes de montar o roteiro e, de fato, viveu todas estas experiências. Vamos te mostrar, na prática, experiências ainda pouco conhecidas em um destino super famoso.

Nossos artigos não são mais do mesmo, feitos com informações genéricas do ChatGPT ou de inteligências artificiais. São conteúdos escritos com toda a expertise e conhecimento de quem frequenta vilarejos de neve há mais de 15 anos e conhece dezenas deles.
E, só pra adiantar, podemos afirmar: conhecemos muitas estações de esqui e vilarejos de neve pelo mundo, mas Zermatt é, até agora, a de que mais gostamos – e não apenas pelo esqui, mas também pela quantidade e qualidade de experiências para quem não esquia.
Fomos para Zermatt em março de 2026, no final do inverno, com nossas filhinhas (de 1 e 3 anos) e meus pais e primos. Então, nossa experiência abarca atividades para quem esquia, para quem não esquia e também para crianças.
Atenção: se você está procurando o que fazer em Zermatt no inverno, saiba que a melhor época é entre dezembro e abril, mas é possível esquiar lá durante todo o ano – inclusive no verão. Abordamos este tema em detalhe ao longo das próximas páginas.

Antes de descobrirmos juntos tudo sobre Zermatt, temos algo muito importante pra compartilhar. Se você está indo esquiar e ainda está meio perdido na hora de organizar sua temporada, fique tranquilo. Nós podemos te ajudar de duas maneiras:
– temos uma agência de viagem parceira, com um time de especialistas em esqui, que pode cuidar de todos os detalhes da sua viagem pra você. Nosso time é formado por pessoas que esquiam, que entendem do assunto e com parceiros com os melhores custos/benefícios do mercado. Para falar com o nosso time de especialistas, clique aqui. (61 – 99367-4241)
– Ou, se você preferir, nós criamos um guia completíssimo pra te ajudar a planejar sua viagem de esqui sem cair em pegadinhas e roubadas. Explicamos tudo sobre hospedagens, roupas, pistas de esqui, custos, como economizar e planejamento da viagem. Com toda certeza, é o material mais completo da internet sobre esqui. Para acessar o nosso guia Viagem de Esqui sem Erro e planejar uma viagem de esqui perfeita pra você e sua família, clique aqui!
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COMO CHEGAR EM ZERMATT
Normalmente, o tópico sobre “como chegar” em algum lugar não rende suspiros, né? Mas em Zermatt tudo é tão especial que até o deslocamento vira uma atração em si.
O primeiro ponto a ser levado em consideração é que Zermatt está situada bem no coração dos Alpes, em uma região cercada por montanhas. Justamente por isso, o acesso não é fácil.
Outro ponto crucial é que não entra carro em Zermatt. Se você estiver indo a Zermatt de carro, deverá deixá-lo estacionado em Täsch. Lembre-se de pesquisar antes o valor do estacionamento, porque tudo na Suíça costuma ser bem caro.

Além disso, não há aeroporto em Zermatt e os aeroportos comerciais grandes mais próximos não são tão perto assim… Algumas opções são Genebra, Zurique ou Milão (todos por volta de 200 a 250 km de distância).
Portanto, chegar a Zermatt de trem não é apenas a melhor opção; é também um dos grandes diferenciais da experiência na cidade.
Zermatt é acessível de trem por diversas capitais da Europa ou mesmo de outras cidades da Suíça. Todos os caminhos de trem são realmente muito lindos, mas pegamos um dos trens panorâmicos mais famosos do mundo para chegar a Zermatt. Nos parágrafos abaixo, contamos em detalhes essa experiência que vai ficar pra sempre nos nossos corações.

TREM PANÔRAMICO GLACIER EXPRESS
Pois bem, a Suíça tem os trens panorâmicos mais icônicos do mundo, como o Bernina Express (cujo trecho mais famoso liga Tirano, na Itália, até St. Moritz, na Suíça) ou o Glacier Express (que vai de St. Moritz até Zermatt).
Nós fizemos os dois trajetos de trem e vamos te contar agora porque acreditamos que a melhor maneira de chegar a Zermatt é mesmo pelo Glacier Express. Mas, antes, vamos te explicar o que é exatamente um trem panorâmico.
Bom, um trem panorâmico é um trem turístico, feito para que os passageiros tenham uma experiência que vai além de simplesmente deslocar-se de um ponto a outro.

Um trem panorâmico normalmente tem janelas gigantes – que vão até o teto -; passam por lugares cinematográficos; deslocam-se a uma velocidade mais lenta (para que os passageiros possam apreciar a paisagem); são mais confortáveis; e possuem serviço de bordo (incluindo almoço e outras refeições).
E o Glacier Express tinha tudo isto! Ao longo de 291 km de percurso, o Glacier Express cruza 291 pontes e 91 túneis — não à toa é conhecido como o trem expresso mais lento do mundo, com uma velocidade média de apenas 36 km/h, pensada justamente para que o passageiro aproveite cada paisagem
O trajeto total dele é de 08 horas, saindo de St. Moritz e chegando a Zermatt. Inicialmente, ficamos muito reticentes de pegar um trem de 08hs com uma criança de três anos e um bebê de 13 meses. Confesso que eu estava um pouco apreensiva pensando se seria uma boa ideia.

Mas estaríamos em St. Moritz (chegamos até lá com o Bernina Express, o outro trem panorâmico bastante conhecido) e queríamos ir até Zermatt. E, por incrível que pareça, pegar o Glacier Express era a maneira mais fácil de fazer este deslocamento.
É bem verdade que, em vez de pegar o trem panorâmico, poderíamos ter feito este trajeto em um trem regional comum (um trem regular, não turístico, que sai de uma cidade e chega a outra – como vemos em todos os locais da Europa), mas consideramos esta uma opção pior, pelos seguintes motivos:
– seria preciso fazer algumas trocas de trem para conseguir chegar a Zermatt (com 2 crianças, carrinho de bebê e muitas bagagens, isso seria um problema);
– levaria por volta de 07 horas de viagem (é difícil dizer o tempo exato, porque depende das trocas, mas a duração média é de 07 horas);
– não haveria serviço de bordo. Então, para almoçar, por exemplo, ou almoçaríamos algo que nós mesmos levamos ou precisaríamos descer em uma estação e encontrar algo para comer (e este tempo seria então somado ao tempo total de viagem).

Por essas razões, decidimos encarar as 08hs de viagem com a trupe toda. E, olha, foi muito mais fácil do que imaginamos. Muito mesmo! Nós amamos chegar a Zermatt pelo Glacier Express.
Nós amamos o serviço de bordo do Glacier. A comida é toda fresca, feita a bordo do trem – e não congelada, como comida de avião. O serviço é bem organizado e estava tudo muito gostoso.
A sugestão é que você reserve a refeição com antecedência, para garantir. Nós reservamos os pratos principais alguns dias antes, por e-mail; mas pedimos na hora algumas sobremesas e petiscos e correu tudo bem também.
Além disso, o trem é bem espaçoso e deu pra nossas pequenas brincarem muito, tanto no chão como na mesinha. Levamos massinha, jogos, livros de atividades… Fizemos um reels bem bacana mostrando como foram estas horas no trem. Veja abaixo:
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Importante: é possível pegar o Glacier “no meio do caminho” e fazer apenas uma parte do trajeto. Pode ser uma excelente opção se você não estiver em St. Moritz. Muitas pessoas pegam o trem em Brig ou Visp, por exemplo.
Por essas razões, portanto, recomendamos fortemente que você chegue a Zermatt de trem e, se possível, pelo Glacier.
Lembre-se de que, para viajar pelo Glacier, você precisa providenciar duas coisas: o seu ticket de trem (que pode ser o Swiss Travel Pass) e, além dele, a reserva de assento – que é feita separadamente. Sem reserva de assento, nada feito, hein!
Ao chegar em Zermatt, fomos direto para o nosso chalé, de que gostamos bastante. É o Chalet Antoine, que achamos um bom custo/benefício. A localização é excelente e os chalés são bem espaçosos, funcionais e bonitos. Clique aqui para acessar.

O QUE FAZER EM ZERMATT
Pois bem, agora que você já chegou ao vilarejo, precisa decidir o que fazer em Zermatt no inverno, né? Vamos dividir este tópico em dois: atrações para não esquiadores e para esquiadores. Como você já sabe, nós conhecemos mais de 15 estações de esqui pelo mundo, então temos bastante conhecimento e experiência no assunto.
Vamos começar pelas atividades que não necessariamente contemplam o esqui. Mas Zermatt é tão sensacional que você vai perceber que as melhores atrações da cidade estão dentro das pistas de esqui – e, portanto, são acessíveis também aos esquiadores.
Bom, estar em Zermatt e não procurar a melhor vista para apreciar e fotografar o Matterhorn é como ir a Paris e não admirar a Torre Eiffel; é como visitar o Rio de Janeiro e não ver o Cristo Redentor.
O Matterhorn é uma montanha icônica na fronteira da Suíça com a Itália (vamos falar mais sobre essa fronteira em um tópico abaixo!). É uma das montanhas mais fotografadas do mundo: é a famosa montanha do chocolate Toblerone.

O QUE FAZER EM ZERMATT: GORNERGRAT
Você pode apreciar o Matterhorn de vários ângulos em Zermatt, mas, com certeza, a melhor vista é do Gornergrat. E esse passeio é mesmo imperdível!
Basicamente, Gornergrat é, digamos assim, um “mirante natural”. Eu fiquei muito tempo pensando em como descrever Gornergrat para vocês e criei esta expressão, que me pareceu bem adequada 🙂
“Mirante” porque, de Gornergrat, você tem a melhor vista do Matterhorn; “natural” porque é um local amplo e totalmente imerso na natureza, acessível por um trenzinho que sai de Zermatt. E tem muita atividade bacana pra fazer em Gornergrat!

Funciona assim: em Zermatt, você vai até a bilheteria do trem que sobe até Gornergrat e compra o seu ticket. Fique ligado: se você tiver o Swiss Travel Pass ou o Half Care Card (como era o nosso caso), você pagará metade do valor do ingresso. Ou seja, pagará, no inverno, cerca de 48 francos – o valor cheio custa 96.
Ao chegar ao Gornergrat, a 3.089 metros de altitude, você se depara com uma das vistas mais impressionantes dos Alpes suíços. O acesso é feito por uma ferrovia de cremalheira inaugurada em 1898 — a primeira totalmente elétrica da Suíça —, em um trajeto de cerca de 30 minutos que já é, por si só, parte da experiência.
Se possível, sente do lado direito. A vista é cinematográfica. No topo, o cenário é grandioso: além da vista privilegiada do Matterhorn, é possível observar diversos picos alpinos e glaciares que formam uma das paisagens mais emblemáticas da região.

E, sim, é possível ir com crianças! Fomos com as nossas duas filhinhas e foi super tranquilo. A caçula tinha um ano e dois meses. Realmente, as fotos ficam maravilhosas lá de cima e tem muitos locais com vistas deslumbrantes. É claro que você precisa levar um Toblerone pra fazer uma foto clássica, né? Rs
Lá em cima, no inverno, há: um mirante, um hotel (3100 Kulmhotel Gornergrat), um museu interativo, uma lojinha, um restaurante, um iglu que serve fondue e bebidas (Iglu Dorf). Além do trenó, que, na nossa opinião, é a atividade mais legal de Gornergrat: uma espécie de esquibunda, em que você desce quase 2 quilômetros com uma vista sensacional do Matterhorn.

O trenó é mesmo muito divertido e até nossa filhinha de 3 aninhos amou e pediu pra ir várias vezes. Dica importante: se você quiser descer de trenó, é preciso avisar na bilheteria, ao comprar o seu ticket de Gornergrat.
Para descer de trenó (em inglês, se chama “sleding run”), fique bastante atento: você precisará pegar o seu trenó na estação de Riffelberg. De lá, leve o seu trenó no trem até a estação de Rotenboden.
A partir de lá, inicie a sua descida de 1.6 km até Riffelberg. Ao final, você tem duas opções: devolver o seu trenó no mesmo lugar que pegou ou descer mais uma vez – o preço é mesmo. Você pode descer quantas vezes quiser no intervalo das 11hs às 16hs. Veja no mapa:

A descida é super legal! Existem trenós mais rápidos e mais lentos. A sugestão é pegar o mais lento, se for a sua primeira vez. Você consegue controlar a velocidade com os pés e a vista é deslumbrante.
Com certeza, é um dos passeios mais divertidos para quem não esquia. Nós, que somos esquiadores, aproveitamos pra fazer o passeio com a nossa filhinha mais velha e curtimos muito!
Lembre-se de que você precisará de roupas impermeáveis pra descer de trenó: luvas, botas e calça e jaqueta (ou macacão).

E agora a parte mais incrível de Gornergrat, que pouca gente sabe: sim, Gornergrat faz parte da área esquiável de Zermatt – ou seja, você pode esquiar normalmente pela região. Portanto, se você esquia, nossa sugestão é que você suba o trem de Gornergrat já com o seu equipamento.
Ao chegar lá, conheça o “mirante natural”, faça as fotos… e depois desça esquiando e vá pra qualquer outra pista de esqui de Zermatt. E agora que vem o pulo do gato: se você tiver o ski pass do dia, você não precisará comprar nada a mais para acessar o trem do Gornergrat. Basta mostrar o seu ski pass e estar com o seu equipamento de esqui ou de snowboard.
No nosso caso, pensamos muito se deveríamos esquiar depois de aproveitar Gornegrat com as crianças e a família. Afinal, seria um sonho descer aquele local com esquis no pé e aproveitar o resto do dia esquiando, né?

Mas acreditamos que não valeria a pena o custo x benefício. Afinal, pagaríamos um dia de ski pass e aluguel de equipamento de esqui e passaríamos pouquíssimo tempo esquiando. Isso porque tudo com criança demora muito, né?
Então acaba que acabamos o passeio em Gornergrat já bem no final do dia… Até chegar, subir de trem, fazer as fotos, descer de trenó, passear, curtir o lugar, trocar fralda, amamentar, rs. É um bom tempo, viu! Acaba que sobraria pouquíssimo tempo para esquiar, de fato.
Por isso, preferimos esquiar somente no dia seguinte e deixar esse dia para aproveitar em família. Mas, se você não estiver com criança pequena, aproveitar Gornergrat esquiando parece uma opção excelente – tão boa que fizemos isso no dia seguinte (mas mais pra frente falamos com calma sobre isso!).

O QUE FAZER EM ZERMATT: MATTERHORN GLACIER PARADISE
O Matterhorn Glacier Paradise é simplesmente o ponto mais alto da Europa acessível por teleférico: a 3.883 metros de altitude. Ou seja, se você não for um montanhista que vai escalar as montanhas europeias mais famosas, aqui é o ponto mais alto que você pode chegar.
É realmente impressionante como os suíços conseguem oferecer uma infraestrutura completa em um local totalmente inóspito. No topo, uma plataforma panorâmica 360° revela um cenário grandioso, com vista para 14 glaciares e até três países ao mesmo tempo: Suíça, Itália e França.
O trajeto de teleférico é realmente muito lindo e dura cerca de 40 minutos. Se você não esquia e quer entender como é subir em uma montanha realmente alta, este passeio vale muito a pena. Você vai passar de teleféricos pelas pistas, ver os esquiadores subindo e descendo e vai até o ponto mais alto da estação.

De lá, você pega um elevador e chega até o mirante, que é o Matterhorn Glacier Paradise. É realmente impactante chegar a uma plataforma 360º, a 3.883 metros de altitude, por meio de um elevador! É tão alto que pegamos neve lá, mesmo estando um dia de muito sol em Zermatt.
A vista é realmente muito impressionante! Por outro lado, não recomendamos que você vá para o Glacier com bebês ou crianças muito pequenas. O mirante não possui nenhuma estrutura coberta e é realmente muito frio lá em cima (além da possibilidade bem alta de nevar).
Além do mirante, o complexo abriga um palácio de gelo escavado dentro do glaciar, com túneis e esculturas congeladas; um cineminha; e um restaurante.
Mas o grande pulo do gato aqui é entender que, apesar de tanto o Gornergrat quanto o Glacier Paradise estarem dentro do domínio esquiável de Zermatt e serem acessíveis por teleférico, não dá pra ir direto de um para o outro. Veja no mapa abaixo:

Não há ligação direta entre um e outro. Portanto, independente de qual deles você for primeiro, você terá de descer de volta à cidade de Zermatt e, de lá, pegar outro teleférico para o outro atrativo.
Inclusive, se você descer de Gornergrat pelo trenzinho (que, na nossa opinião, é a melhor maneira de voltar para o vilarejo), você descerá no local marcado no mapa como “Zermatt 1620m”. Perceba que ele não tem ligação direta com o ponto de teleférico Furi, que vai até o Glacier. Dessa maneira, você precisará caminhar entre um ponto e outro.
Por essa razão, nossa sugestão é que você faça o Gornergrat e o Glacier Paradise em dias diferentes. Afinal, além de estarem localizados em pontos não conectados, ambos vão consumir bastante tempo. E, aproveitando-os em dias diferentes, você não precisará ficar correndo de uma atração pra outra.
Só fique ligado na questão do ticket – há a possibilidade de comprar o acesso aos dois locais em um mesmo ticket, ainda que em dias diferentes: é o Two Peak Ticket.

O Matterhorn Glacier Paradise tem algumas peculiaridades: como ele fica em uma altitude muito elevada, o tempo é bem imprevisível e, por isso, é comum fechar – seja por neve, vento ou outras condições climáticas.
Por isso, se o tempo estiver bom e você quiser fazer tanto o Gornergrat quanto o Glacier, é melhor garantir subir até o Glacier. Outro ponto que faz este local super especial é a possibilidade de esquiar aqui o ano todo, inclusive no verão. Um sonho, né?!
A chegada lá em cima é bem especial também por outra razão: você estará bem perto da divisa com a Itália. E essa parte tem um lugar muito especial no nosso coração! Porque subimos até o Glacier Paradise e, de lá, fomos esquiando até a Itália. E, com certeza, foi uma das melhores experiências das nossas vidas.

Nos parágrafos abaixo, contamos em detalhes esse dia épico. Mas, antes, vamos só esclarecer: se você não esquia, você pode pegar o teleférico em Zermatt e subir tranquilamente até o Matterhorn Glacier Paradise, o ponto mais alto da Europa!
Depois de aproveitar o local, a volta ocorre da mesma maneira: descer de teleférico de volta até o vilarejo. Mas se você esquia… você não pode deixar de aproveitar essa experiência de descer esquiando o Glacier – que relatamos, timtim-por-timtim, abaixo.
Aliás, procuramos bastante informações sobre esta travessia e não encontramos nenhum material em português sobre ela. Ela é fruto de pesquisas exaustivas em blogs estrangeiros e também, é claro, da nossa própria experiência. Estamos muito felizes em produzir o primeiro conteúdo escrito em português sobre este tema! 🙂

O QUE FAZER EM ZERMATT: CRUZAR DOIS PAÍSES ESQUIANDO
Esquiar em Zermatt é, literalmente, um sonho. Como nós já falamos, já esquiamos em mais de 15 estações pelo mundo (Europa, América do Norte, América do Sul…) e Zermatt é, até agora, a nossa preferida.
A estrutura é absurda, a vista é cinematográfica e as experiências são épicas. Uma das grandes vantagens de esquiar em Zermatt é que a estação é muito grande e tudo é absolutamente conectado, de maneira que você consegue esquiar em áreas totalmente diferentes entre si com um único ski pass e em um mesmo lugar.
São 360 km de pistas de todos os níveis (do básico ao avançado). Além disso, todos os passeios de inverno mais incríveis da região são dentro do domínio esquiável. Ou seja, você pode fazer o passeio e esquiar ao mesmo tempo.
Além disso, você pode fazer algo que é raríssimo no mundo e simplesmente sensacional: cruzar dois países esquiando. Foi justamente isso que fizemos: fomos da Suíça até a Itália – e voltamos!

Fizemos o mesmo trajeto que explicamos acima, para não esquiadores: subimos de teleférico até o Matterhorn Glacier Paradise. Mas, se você esquia, temos uma excelente notícia: não é preciso pagar absolutamente nada a mais para fazer este trajeto, porque, como já falamos, o local faz parte do domínio esquiável de Zermatt.
Basta você usar normalmente o seu ski pass e ir até o Glacier Paradise. Ao chegar lá, tire o seu equipamento e deixe-o no porta-esqui. Pegue o elevador junto com as outras pessoas e vá para o mirante do Matterhorn Glacier Paradise, a 3.883 metros de altitude.
Para os esquiadores, além de não precisar pagar nada a mais, ainda tem a vantagem de que você está com a roupa totalmente adequada à ocasião, especialmente luvas impermeáveis – porque as mãos ficam bastante geladas a esta altitude e temperatura.
Pois bem, ao descer do elevador e pegar novamente os seus esquis, é aí que a brincadeira vai começar. A partir dali, você inicia a descida desde o ponto mais alto da Europa pelo lado suíço — já muito próximo da fronteira com a Itália. Veja a foto abaixo:

Muitos seguidores no Instagram nos perguntaram o nível das pistas para descer do Glacier Paradise. A pista é vermelha, de dificuldade intermediária. Mas foi uma das vermelhas mais tranquilas que já pegamos, porque é bem larga.
Desça pela pista 85 até o Plateau Rosa/Testa Grigia, que é justamente a fronteira com a Itália. Chegar nessa fronteira foi um dos momentos mais memoráveis da nossa vida. Imagine chegar esquiando a uma bifurcação: de um lado, Suíça; do outro, Itália.
Uma informação muito relevante que nem todos sabem é que a montanha do Toblerone está entre os dois países. O lado suíço, como já sabemos, é chamado de Matterhorn. Por outro lado, a Itália chama esta montanha de Cervino. Justamente por isso, a estação italiana tem o nome de Breuil-Cervinia.

Ou seja, Matterhorn e Cervino são a mesma montanha. Mas perceba que não se trata da mesma estação; são duas estações diferentes: do lado suíço da montanha, a estação de Zermatt; do lado italiano, a estação de Breuil-Cervinia.
Pois bem, ao chegar ao Plateau Rosa/Testa Grigia, você estará bem na divisa entre os dois países e as duas estações e poderá escolher para onde ir. Muitos ficam bem curiosos pra saber como é esta fronteira. Não é preciso levar passaporte, não há nenhum tipo de controle nem nada. Basta escolher pra qual lado quer ir e descer esquiando! 🙂 Veja na foto abaixo:

Como nós já estávamos esquiando na Suíça, optamos por ir para o lado italiano. Além da experiência de cruzar dois países esquiando, outro fator nos chamou atenção: o fato de os preços na Itália serem muito menores, rs.
Aproveitamos, então, pra almoçar na Itália. Descemos a pista 6 (que começa vermelha – intermediária – e termina azul – fácil) até chegar ao teleférico Plan Maison. De lá, fomos almoçar no restaurante Chalet Etoile.
Pesquisei bastante e vi que era um dos restaurantes mais recomendados do lado italiano. Gostamos bastante! Mas Babinho amou porque, por 22 euros, comeu um prato delicioso de joelho de porco com batatas gratinadas. Veja os preços abaixo:int

A princípio, pra quem está na União Europeia, talvez não pareça barato este valor. Mas, para quem vem da Suíça, 22 euros pra comer carne é um valor realmente barato, rsrs. Não encontramos carne lá por menos de 40 ou 45 francos.
Então, comemos um joelho de porco e uma massa italiana, que também tava bem gostosa, por um valor bem ok. O Chalet Etoile é bem charmosinho e badalado. Muitas pessoas param lá pra comer ou beber algo durante o dia na montanha.
Mas, sendo bem sincera com vocês – que é sempre a nossa marca registrada -, a vista é muito mais bonita do lado suíço que do italiano. Por isso, esquiamos um pouco nas pistas azuis (muito gostosas!) italianas e já começamos a pegar os teleféricos de volta para o lado suíço.

Uma informação importantíssima é que você precisa ficar bastante atento aos horários dos teleféricos que voltam pra Suíça. Se você perder o último teleférico, só terá uma opção: descer na estação de Breuil-Cervinia.
Ou ficar lá durante a noite e voltar no dia seguinte pra Suíça (você precisará do ski pass para o segundo dia também) ou ir de carro de Cervinia até Zermatt. O problema é que este trajeto dura por volta de 04hs, justamente porque você estará dando a volta na montanha.
Como já comentamos, nós fizemos esta viagem com nossas filhinhas. Enquanto nós estávamos esquiando, elas ficaram em Zermatt com nossa família. Se estivéssemos sem elas, certamente teríamos feito algo que ficaria pra história: ir da Suíça pra Itália esquiando com uma mochilinha nas costas.

Depois de esquiar o dia todo, teríamos descido no vilarejo de Breuil-Cervinia para passar a noite (veja aqui as opções). Teríamos passeado, ido jantar em um restaurante bem especial, passado a noite em algum hotel e, no dia seguinte, voltado pra Suíça esquiando. Imaginem que sonho, né?
Só itens básicos na mochila seriam suficientes: uma troca de roupa de baixo (a roupa impermeável é a mesma!) e alguns itens de nécessaire. Sensacional, né? Queremos muito voltar para realizar este sonho.
Não vimos ninguém fazendo isso, mas com certeza seria uma grande aventura, do jeito que amamos. Como nossas filhas são ainda muito pequenas (a caçula tinha recém-completado um ano e ainda mama), não conseguimos passar a noite longe delas.

Por isso, depois do almoço e de esquiar um pouco na Itália, pegamos os teleféricos de volta pra Suíça, até chegar novamente ao Matterhorn Glacier Paradise, no topo da montanha. De lá, voltamos ao Gornergrat, que havíamos ido no dia anterior com as meninas.
Como não havíamos esquiado lá e o visual é realmente sensacional, quisemos aproveitar as últimas horas de esqui do dia explorando a região. Era nosso segundo dia em Gornergrat e ainda não havíamos nos acostumado a tanta beleza!
Pensem em um dia épico! Inesquecível! Se você sabe esquiar e está em Zermatt, recomendamos fortemente que você também faça isso: esquie na Suíça, suba até o Glacier Paradise e esquie também na Itália. Fizemos um vídeo muito divertido no Instagram sobre isso, deem uma olhada:
Ver essa foto no Instagram
Muitos seguidores no Instagram nos perguntaram sobre a dificuldade de fazer esta travessia. Ela não é para iniciantes; são para esquiadores que já têm alguma experiência e conseguem descer bem em pistas vermelhas. Mas, fique tranquilo, as pistas vermelhas são realmente muito largas e não são das mais complicadas que já pegamos. Se você já esquiou algumas pistas vermelhas, acreditamos que esteja apto a fazer esta travessia.
Outra informação importantíssima é que, para ir esquiando de um país para o outro, você precisará de um ski pass internacional. Ao comprar o nosso ski pass na bilheteria, a atendente nos perguntou se gostaríamos de ir até a Itália. O ticket custou por volta de 120 francos suíços – o ticket regular, que só fica no lado suíço, custava cerca de 100 francos.
Se você comprar o ticket nacional e atravessar até a Itália, não conseguirá pegar os teleféricos do lado italiano. Não faça isso!

Em outros locais do mundo, já havíamos passado de uma estação de esqui pra outra esquiando ou até mesmo de um vilarejo pra outro… mas cruzar dois países foi a primeira vez. É algo muito raro e ímpar no mundo do esqui. E fazer algo diferente e inusitado pela primeira vez é uma das melhores maneiras de se sentir vivo, né?
Não só por essas singularidades, mas também pela beleza e infraestrutura, a estação de Zermatt se tornou a nossa favorita no mundo. Tivemos somente dois dias por lá, mas, se ficássemos mais dias, teríamos ainda muita coisa incrível pra fazer.
Algo que gostaríamos de ter feito – que estava reservado, inclusive -, mas precisamos cancelar foi um almoço no Chez Vrony.

O QUE FAZER EM ZERMATT: CHEZ VRONY – RESTAURANTE DE MONTANHA
O Chez Vrony é um restaurante muito famoso em Zermatt, que (adivinhem! rs) fica também na área esquiável. É um típico restaurante alpino, de montanha, com um vista incrível do Matterhorn e uma comida muito elogiada. Fica no vilarejo de Findeln.
Como nós decidimos essa viagem super em cima da hora, quando fomos reservar o Chez Vrony, só havia reservas pro primeiro serviço do almoço (às 11hs da manhã). Inicialmente, acreditamos que almoçaríamos lá e, só depois, iríamos para o lado italiano.
Acontece que, por conta dos horários de volta do teleférico que expliquei acima, vimos que essa opção era inviável – que precisaríamos sair cedo pro lado italiano, pra dar tempo de voltar com tranquilidade. Além disso, como você pode observar no mapa, para ir de Findeln até a fronteira, era uma combinação muito atípica de teleféricos, que levaria muito tempo.

Por esse motivo, decidimos cancelar a reserva e aproveitar o dia para almoçar na Itália. Mas, se você está com tempo e conseguir reservar com antecedência, almoçar no Chez Vrony é imperdível – mesmo para quem não esquia.
Você pode chegar esquiando, é claro. Mas também andando, por um caminho mais alternativo, perto das pistas de esqui. A comida é totalmente orgânica, com vários dos ingredientes do próprio vilarejo de Findeln (como carnes ou queijos).
Nós gostaríamos muito de ter ido ao Chez Vrony! Nós pagamos a reserva, mas, como cancelamos com mais de 24 horas de antecedência, o reembolso foi integral.

O QUE FAZER EM ZERMATT: COMER FONDUE E RACLETTE
Não sei se Zermatt será sua única cidade na suíça ou não, mas é certo que você precisará comer fondue e raclette nos Alpes, né?
Nós comemos um fondue no local mais tradicional da cidade, o Du Pont. Dizem que é o restaurante de fondue mais antigo do vilarejo. O ambiente é uma gracinha e o fondue realmente delicioso.
O nosso preferido foi o de queijos com champanhe e trufas negras (49 francos suíços por pessoa). Dá água na boca só de lembrar! Como estávamos em mais gente, pedimos ele e um de queijos tradicional (37 francos por pessoa). Foi uma excelente combinação, porque, para alguns gostos, talvez o de trufas seja muito forte. Eu, pessoalmente, amo!

Depois de um dia de esqui e neve, sentar em um restaurante delicioso pra comer um fondue é sensacional, né? Como Zermatt é uma vila em que não entram carros, tudo é muito perto e dá pra percorrer tudo – tanto de dia quanto de noite – a pé.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Como falamos, conhecemos mais de 15 estações de esqui pelo mundo e Zermatt é, até agora, nossa preferida. Pra quem esquia, é, de fato, o paraíso. Mas, como demonstramos acima, o vilarejo também é incrível, mesmo pra quem não esquia.
Nós nos hospedamos no Chalet Antoine e recomendamos bastante. Clique aqui para ver a disponibilidade e os preços. Se preferir ver todas as opções em Zermatt, clique aqui.
Se você está indo esquiar e ainda está meio perdido na hora de organizar sua temporada, fique tranquilo. Nós podemos te ajudar! Temos uma agência de viagens parceira e podemos organizar tudo pra você. O grande diferencial é que o nosso time é especialista em esqui, ama esquiar e conhece os melhores locais do mundo pra isso. Clique aqui para falar comigo. (61 – 99367-4241)
Mas, se você preferir, podemos te ajudar a organizar sozinho a sua temporada! Juntamos a nossa bagagem de mais de 10 temporadas pelo mundo e criamos um guia completíssimo pra te ajudar a planejar sua viagem de esqui sem cair em pegadinhas e roubadas.
Explicamos tudo sobre hospedagens, roupas, pistas de esqui, custos, como economizar e planejamento da viagem. Com toda certeza, é o material mais completo da internet sobre esqui. E ainda temos um e-book que vale ouro: um guia completo com todas as estações da América do Sul – como chegar, onde se hospedar e dicas valiosíssimas de cada uma delas.
Para acessar o nosso guia Viagem de Esqui sem Erro e planejar uma viagem de esqui perfeita pra você e sua família, clique aqui!
Se você curte neve e esquiar, leia também os nossos artigos sobre a estação de El Colorado, no Chile (clique aqui) e sobre as Dolomitas Italianas (clique aqui!).
Qualquer dúvida que você tenha sobre esqui, sobre Zermatt ou sobre qualquer outra coisa, fala com a gente lá no nosso Instagram. Teremos o maior prazer em trocar uma ideia com você sobre esse esporte completamente fascinante!
Até a próxima aventura,
Carol e Babinho.





